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O que é um programa de integridade para PMEs?

2 min de leitura

PMEs enfrentam as mesmas exigências de integridade que grandes empresas — com menos gente. Veja o que compõe um programa enxuto, por onde começar e como sair do slide e entrar na operação.

Painel de programa de integridade na plataforma Sincera

Programa de integridade não é pasta de políticas guardada no drive. Para PMEs, é o conjunto mínimo de regras, controles e evidências que mostram — para clientes, investidores e órgãos — que a empresa leva anticorrupção a sério, de forma proporcional ao risco.

Por que PMEs não podem adiar

Contratos com grandes empresas, processos de M&A, due diligence de investidores e exigências de certificação (Pró-Ética, ISO 37301) chegam cedo. Sem estrutura mínima, a resposta vira improviso em planilha — e o custo aparece na auditoria ou na perda de negócio.

A Lei Anticorrupção (12.846/2013) e a prática de leniência reforçam que ter programa efetivo pode reduzir sanções. Não precisa ser o manual de uma multinacional: precisa ser real, documentado e operável.

Os cinco pilares enxutos

  • Comprometimento da liderança — tone from the top registrado, não só discurso.

  • Código de conduta e políticas essenciais — conflito de interesses, presentes, terceiros.

  • Canal de denúncias — acessível, confidencial, com trilha de apuração.

  • Due diligence de terceiros — proporcional ao risco do fornecedor ou parceiro.

  • Treinamento e comunicação — quem precisa saber o quê, com registro de conclusão.

O que pode ficar para a fase 2

Comitê de ética formal, auditoria interna dedicada e certificação ISO completa costumam vir depois que o básico está rodando. O erro é esperar a fase 2 para fazer qualquer coisa — ou montar fase 1 como projeto de seis meses que nunca vira rotina.

Como colocar em operação em 90 dias

Semanas 1–2: diagnóstico

Mapeie riscos nos eixos CGU (cinco eixos do programa de integridade), identifique lacunas em políticas, canal e terceiros. O resultado deve ser uma lista priorizada — não um relatório de 80 páginas.

Semanas 3–8: implementação guiada

Publique políticas, abra o canal, rode due diligence nos terceiros críticos e treine liderança + pontos focais. Cada entrega vira tarefa com responsável, prazo e evidência anexada.

Semanas 9–12: evidência e revisão

Consolide trilha auditável: o que foi aprovado, por quem, quando. Revise com jurídico ou consultor externo se necessário — mas não pare a operação esperando revisão infinita.

Próximo passo

Se você está montando ou retomando um programa de integridade, comece pelo diagnóstico honesto do que já existe versus o que só está no discurso. A Sincera guia esse caminho com tarefas, documentos e canal no mesmo painel — proporcional ao porte da sua empresa.